Coroinhas

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coroinhas

Coordenador: Giliard da Silva

Agenda

Formação/ensaio para coroinhas:
Primeiro e terceiro sábado do mês
10h as 10h30

 

A presença e participação dos coroinhas na celebração litúrgica

A pastoral dos coroinhas em nossa paróquia surgiu em 2013. A preocupação é de formar as crianças para que celebrem a Eucaristia com alegria e desembaraço. Fazer com que elas sejam ativas e atuantes na comunidade. Dessa forma, os coroinhas têm a oportunidade de iniciar e realizar sua caminhada na Igreja.

O Coroinha não é um enfeite do altar, mas alguém que, servindo o altar, faz crescer a comunidade.

Introdução e normas gerais

Coroinhas são os meninos e meninas, adolescentes e jovens que servem ao altar, no presbitério, antes chamado coro. Daí o nome de “coroinhas”. Em outras línguas são chamados de “meninos e meninas do coro”, ou também “meninos e meninas do altar”.

Sua função específica consiste em servir o presidente da celebração, de forma simples e discreta, em determinados momentos do rito sagrado.

Não usamos o nome “acólitos”, que é próprio de uma outra função, de um ministério “instituído”.

Para cumprir bem a sua bonita e importante função, os e as coroinhas devem ser preparados e acompanhados com carinho e seriedade pelos respectivos coordenadores e coordenadoras.

É preciso deixar claro que não se trata de uma função de carreira, nem há graus num grupo de coroinhas, no sentido de que alguém começa como aspirante, depois passa a um estágio diferente, superior, com outro nome ou veste, ou faixa ou estrela, como acontece no exército ou em organizações similares. Todos e todas, de qualquer idade e tamanho, ou função em determinada celebração, são coroinhas e devem usar a mesma veste padrão da sua paróquia.

Tanto na questão das vestes quanto de certas funções rituais, evite-se a tentação da aparência de clericalização, com variados modelos e cores de vestes e túnicas na mesma celebração, e atribuição de tarefas que extrapolam as suas funções específicas.


Presença no presbitério – Normas básicas:

• Coroinhas não são enfeite de presbitério. Ali devem ter lugar somente aqueles e aquelas que, na respectiva celebração, têm aí uma função própria da sua natureza de coroinhas.                          .                                                                    .
• Durante a celebração, não circulem de um lado para o outro, muito menos saiam do presbitério para a sacristia, a não ser por motivo bem especial. O mesmo vale para qualquer pessoa presente no presbitério. A movimentação desnecessária no espaço sagrado é um fator de ruído visual, que estorva a concentração da assembleia no mistério celebrado.                                              .
• Quando em função, não lhes compete ficar atrás do altar, voltados para a assembleia. Essa posição cabe somente à presidência da celebração, os ministros ordenados.                                                          .
• Se o sacrário se encontra no presbitério, seja no fundo ou num lado, estejam cientes de que ele não é o centro da celebração. Portanto, em nenhum momento, voltem-se a ele, ou mesmo ajoelhem voltados para ele, dando as costas ao altar. Cristo eucarístico não está mais presente no sacrário do que sobre o altar, e até mesmo no coração de quem comunga, especialmente no momento da Comunhão. O diácono ou ministro/ministra que vai buscar os cibórios guardados no sacrário deve fazê-lo discretamente, pois não é um rito previsto na liturgia.                                                                .
• Não é função própria dos/das coroinhas fazer a coleta durante a missa. Se o fazem, deveriam ter seu lugar fora do presbitério, nos primeiros bancos da nave, e fazê-lo discretamente, sem a veste de coroinhas, mas talvez com a camiseta específica.                                                           .
• Também o tilintar das sinetas seja discreto e delicado e só nos momentos previstos na liturgia. O objetivo não é fazer o maior barulho possível. A celebração da Eucaristia, mistério e memorial do Senhor, pode e deve ser digna, bonita e viva, mas sem exageros de ruídos auditivos e visuais, que desviam a atenção da assembleia do centro da celebração.

Posições Litúrgicas

A posição de um coroinha durante a celebração é muito importante, pois como é uma pessoa que trabalha diretamente no altar, todos na assembleia vêm seus movimentos, seja lá quais forem.Sentado: É uma posição cômoda que favorece a catequese, boa para a gente ouvir as Leituras, a homilia e meditar. É a atitude de quem fica à vontade e ouve com satisfação, sem pressa de sair.De pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito, tendo muita consideração pela pessoa que fala. Indica prontidão e disposição do “orante”. A Bíblia diz: “Quando vos puserdes em pé para orar, (…)” (Mc 11,25). Falando dos bem-aventurados, João vê uma multidão, de vestes brancas, “de pé, diante do Cordeiro”, que é Jesus (Ap 7,9).De joelhos: Posição comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Significa adoração a Deus. São Paulo diz: “Ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra” (Fl 2,10). Rezar de joelhos é mais comum nas orações individuais. “Pedro, tendo mandado sair todos, pôs-se de joelhos para orar” (At 9,40).Bater no peito: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração “Confesso a Deus todo poderoso…”, no momento em que se pronuncia “Por minha culpa, minha tão grande culpa.”Genuflexão: É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos se ali existe o sacrário. Também fazemos genuflexão diante do crucifixo na Sexta-Feira Santa, em sinal de adoração. (Não é adoração à Cruz, mas a Jesus que nela foi pregado).Inclinação: Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito. É também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar a cabeça para receber a bênção solene.Mãos levantadas: É atitude dos “orantes”. Significa súplica e entrega a Deus. É o gesto aconselhado por Paulo a Timóteo: “Quero, pois, que os homens orem em qualquer lugar, levantando ao céu as mãos puras, sem ira e sem contendas” (1 Tm, 2,8).                                                                            .

Mãos juntas: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É atitude de profunda piedade.

Prostração: Gesto muito antigo, bem a gosto dos orientais. Estes se prostravam com o rosto na terra para orar. Assim fez Jesus no Horto das Oliveiras. Hoje essa atitude é própria de quem se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida nova e uma nova missão.                                                           .

Silêncio: O silêncio tem seu valor na oração. Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. “O Senhor fala no silêncio do coração”.

 

O Padroeiro dos coroinhas

Mártir São Tarcísio

Tarcísio nasceu em Roma, por volta do ano 245. Antes de completar 7 anos, perdeu o pai e a mãe. Foi, então, adotado por uma família que morava próximo a sua casa. Era tratado como filho, porém tudo isso não o fez esquecer a irreparável perda de seus pais.

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Certo dia, Tarcísio ficou sabendo que os cristãos se encontravam escondidos nas catacumbas para rezarem e agradecer a presença de Cristo no meio deles. Tarcísio em conversa com sua mãe adotiva, descobriu que também podia ser cristão, e exultou de contentamento ao saber. Parecia que algo lhe tivesse tocado o coração. A partir daquele dia, não quis mais perambular pelas ruas. Passou a ter um comportamento exemplar. Gostava imensamente de ouvir os exemplos de fé e heroísmo oferecidos pelos cristãos. Isso ajudava a crescer o seu amor por Jesus. No dia seguinte ao batismo, Tarcísio voltou à catacumba para receber a Santa Comunhão. Não tinha palavras para exprimir sua alegria. Ele seria alimentado pelo pão dos anjos, na certeza de que nada poderia separá-lo do amor de Cristo, nem mesmo a dureza da perseguição que estava se desencadeando sobre os cristãos. Tarcísio participou da missa pela primeira vez.
Na noite daquele dia, em que o edito foi proclamado, o papa Sisto II convocou os cristãos para se dirigirem às catacumbas e, assim, proferiu que muitos haviam sido presos e levados para a escuridão dos cárceres, mas que precisava de alguém para levar o pão do céu até eles. Perguntava a todos quem se dispunha a levar, Tarcísio com sua inocência gritou que faria o sacrifício. Mas o papa Sisto II questionou o fato de ele ser uma criança, porém Tarcísio argumentou que exatamente por ser uma criança, não seria visto, e isto convenceu o papa entregando uma teca a Tarcísio. Era uma prova de amor a Jesus e aos irmãos encarcerados, Tarcísio era agora, um apóstolo da caridade.

Certo dia Tarcísio recebeu a incumbência de levar o Cristo eucarístico aos presos do cárcere que ficava no centro da cidade. Enquanto ia andando, levando Jesus Cristo sobre o peito, não se cansava de rezar. No caminho alguns pagãos viram que Tarcísio segurava uma pequena caixa sobre o peito e exigiram que lhes mostrasse o que estava carregando. Usaram de toda a violência contra ele e apedrejaram-no. Temendo que as hóstias consagradas fossem profanadas, ele, apesar de toda luta, conseguiu comungá-las. Rezando a Cristo, a quem amava de todo o coração, caiu sangrando no chão. Um oficial romano, vendo aquele linchamento brutal, correu para salvar a vítima. Ajoelhou-se, ergueu a cabeça ensanguentada e do ferido e reconheceu Tarcísio. Tomou o pequeno em seus braços, e o levou às catacumbas onde se encontravam outros cristãos, mas Tarcísio morreu nos braços do oficial romano.

Os cristãos reunidos receberam com grande comoção o corpo de Tarcísio. E ali mesmo celebraram a eucaristia, junto ao mártir da eucaristia. Conta-se que duas lágrimas desceram da face do santo Padre o Papa Sisto II que, ajoelhado, venerava o inocente mártir. “

São Tarcísio, rogai por nós!
Oração a São Tarcísio

Glorioso São Tarcísio, mártir da Eucaristia, puro e humilde de coração, rogo pela pureza de minha pobre alma e de meu corpo. Por vossa angélica pureza, mártir de Cristo, rogo-vos que intercedais por mim ante o Cordeiro Imaculado, Jesus Cristo, e ante sua Mãe Santíssima, a Virgem das Virgens, e que me preserveis de todo o pecado mortal.

Glorioso São Tarcísio, não permitais que eu seja manchado com alguma mancha de impureza, mas, quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai do meu coração todos os pensamentos e afetos imundos e, despertando em mim a lembrança da eternidade e de Jesus Cristo crucificado, imprimi profundamente em meu coração o santo sentimento do temor de Deus.

Inflamai-me no amor divino, para que, imitando-vos aqui na Terra, mereça gozar de Deus convosco no céu. Amém.