Notícias › 14/06/2016

Trezena termina e já deixa saudades

112 de junho – Domingo

13-680

Dia dos Namorados

 Tema: Bênção dos Casais e das Famílias

      “E serás glorificado por mim nos céus”

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Décimo terceiro e último dia de nossa Trezena. Treze dias de persistente oração, encontro, festa, preparação. E, no fim, aquele que parecia um longo caminho a ser percorrido, começa a deixar saudades… Apesar de todo trabalho, empenho, dedicação, cansaço e sacrifícios, vamos chegando à conclusão de que preparar a festa é tão bom quanto celebrá-la. Quanta gente envolvida nos serviços mais diversos, quantas pessoas dispostas a darem o melhor de si para que tudo funcionasse bem, desde a liturgia, os cantos, os momentos de confraternização, os cardápios variados que tornaram nossos dias de celebração mais saborosos, com sabor de encontro em família.

Interessante notar que, embora diferentes nos mais diversos sentidos, todos trabalhamos com o mesmo objetivo, o que apareceu muito claro nos temas que refletimos a cada dia em nossa trezena, todas Palavras de Santo Antônio em seu sermão por ocasião da Festa da Cátedra de São Pedro:

“Se me amas, apascenta.”

E de que modo amar?

 “Amo com o coração pela fé e devoção” (Eu confio em nosso Senhor…), “Amo com os lábios pela verdade e coedificação” (Quero cantar ao Senhor…)  “Amo com as mãos pela pureza das obras” (Senhor, fazei de mim…).

E como apascentar?

“Apascenta as minhas ovelhas enquanto minhas”. (Sou Bom Pastor, ovelhas guardarei) “Apascenta com as Palavras da Santa Pregação” (Pela Palavra de Deus, saberemos por onde andar). “Apascenta com o espírito da fervorosa oração” (Então minh’alma canta a Ti, Senhor). “Apascenta com o exemplo de uma vida Santa” (Por onde formos também nós, que brilhe a tua luz”.

A aí, de forma muito clara: amar e apascentar com que objetivo?

“Procura nisso a minha glória e não a tua”, “Procura nisso o meu interesse e não o teu” (A minha vida é para Ti, Senhor).

E o que ganhamos em troca? Também Santo Antônio nos dá a resposta: “E serás glorificado por mim nos céus”. Quando nós nos unimos pela glória de Deus, quando nos doamos para viver e caminhar em comunidade, trazemos o céu para mais próximo de nós. Deus se torna mais íntimo em nossas vidas.

Para encerrar, como hoje celebramos o Dia dos Namorados, apresento as três palavras que não podem faltar no dia a dia de todo casal para que tenham uma relação cheia de vida e de sentido. Estas orientações são do Papa Francisco e ele as dirigiu a um grupo de jovens que se preparavam para o casamento.

Com licença. O Papa chama esta expressão de um pedido amável para se entrar na vida do outro. Quando estas palavrasse fazem presente na vida do casal, da família ou de qualquer grupo, diminiu sensivelmente a chance de que a opinião somente de um prevaleça, que uma parte domine sobre a outra. A expressão com licença tem suas variáveis como, por exemplo, “O que você acha?”, “Estive pensando em tomar esta decisão. Qual é a sua opinião?”. É a abertura da porta do diálogo, do ouvir e falar, do mútuo entendimento, da construção de uma relação equilibrada, na qual ninguém sai perdendo. O Papa lembra que o verdadeiro amor não se impõe com aspereza e agressividade e, citando São Francisco, lembra que a cortesia é irmã da caridade.

“Muito Obrigado”. O Papa recorda que, embora pareça fácil pronunciar esta palavra, nem sempre é assim que na prática funciona. Apesar de ensinarmos sempre as crianças a agradecerem, nem sempre nos recordamos de dizer muito obrigado. E aí, referindo-se à relação a dois, o Papa escreve estas belas palavras: “Nos nossos relacionamentos, é importante manter viva a consciência de que a outra pessoa constitui uma dádiva de Deus, e aos dons de Deus é necessário dizer obrigado! Devemos sempre dar graças por eles. E nesta atitude interior é preciso dizer obrigado um ao outro, por todas as coisas. Não se trata de uma palavra amável para ser utilizada com os estranhos, para sermos educados. É necessário saber dizer obrigado um ao outro, para poder caminhar em frente, bem e juntos, na vida matrimonial”.

“Desculpe”. Pedir desculpas é pedir perdão. É ter a consciência clara de que todo mundo comete erros e que, sem perdão, nossos relacionamentos não chegam muito longe. Mais uma vez, seguem as sábias palavras do Papa Francisco: “. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. «Desculpa, se hoje levantei a minha voz»; «desculpa, se passei sem cumprimentar»; «desculpa, se cheguei atrasado», «desculpa, se esta semana estive tão silencioso», «desculpa, se falei demais, sem nunca escutar»; «desculpa, se me esqueci»; «desculpa, se eu estava com raiva e te tratei mal». Cada dia podemos pedir muitas vezes «desculpa». É também deste modo que uma família cristã prospera. Todos nós sabemos que não existe uma família perfeita, ou um marido perfeito, ou uma esposa perfeita. Nem sequer falemos de uma sogra perfeita… Existimos nós, pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: nunca devemos terminar o dia sem pedir perdão, sem que a paz volte ao nosso lar, à nossa família”.

Deus abençoe os namorados, os casais e todas as famílias. Rogai por nós, ó glorioso Santo Antônio.