Notícias › 02/06/2016

Trezena em Florianópolis começa com acolhida a Frei Gentil

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A comunidade da Paróquia Santo Antônio, de Florianópolis, SC, se reuniu nesta terça, dia 31 de maio, para a abertura da Trezena de Santo Antônio. Neste ano a paróquia celebra jubileu de 50 anos de fundação. A missa teve início às 19h e foi presidida por Frei Gustavo Wayand Medella, que veio de São Paulo para participar como pregador da trezena na capital catarinense. Além da abertura da festa, a celebração marcou também a acolhida de Frei Gentil de Lima Branco, recentemente transferido de Angelina, SC, para a Fraternidade de Florianópolis, como vigário paroquial. Após a leitura da provisão, Frei Gentil foi acolhido com um abraço fraterno do pároco, Frei Vanderley Grassi, e recebeu um forte aplauso da comunidade. Junto com Frei Vanderlei e Frei Eliseu Tambosi, que também concelebrou, Frei Gentil passa a compor esta fraternidade franciscana.  A trezena este ano tem como tema “Se me amas, apascenta” (Jo 21) e segue até o dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio.

Confira na íntegra a homilia de Frei Gustavo Medella:

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TEMA: Missionários de ontem e de hoje

“Lançai a rede à direita da barca e achareis”

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Estamos no início de mais uma Trezena. É o começar de uma caminhada antiga, mas também sempre nova e, neste ano, com uma novidade especial: 50 anos de nossa Paróquia de Santo Antônio. Cinquenta são muitos anos, mas quem a eles alcança deseja sempre alcançar mais. A pessoa, aos cinquenta anos, tem ainda muitos planos pela frente… O casal que celebra Bodas de Ouro, certamente começa a sonhar em celebrar as de Diamante. Jubileu de Ouro é, portanto, uma festa com gosto de “quero mais”!

Quem caminhou até os cinquenta deseja caminhar adiante, pois sabe que não caminha só. E aqui também não caminhamos a sós, mas acompanhados, e muito bem acompanhados. Somos guiados por Cristo, o Verdadeiro Pastor, que caminha atrás de nós para nos proteger, ao nosso lado para nos acompanhar e, à nossa frente para nos conduzir. E dentro de nós, como caminhou dentro do seio de Maria, para nos inspirar as melhores escolhas de amor de serviço ao próximo.

Somos abençoados e acompanhados por Antônio, Frei Antônio, Santo Antônio, o amigo dos pobres, o promotor dos casais, o pai dos aflitos, o confrade de tantos freis franciscanos que se doaram ao Povo de Deus reunido neste pedaço de chão abençoado de nossa “Ilha da Magia”: Os missionários de ontem e de hoje. Trazemos à memória a comunidade de fé, tantos leigos e leigas que compreenderam o compromisso de seu Batismo e aqui doaram seu tempo, suas forças, sua dedicação e seu carinho, num serviço de Evangelização compartilhada.

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“Se me amas, apascenta” (Jo 21). Este é o lema que vai nos conduzir por estes 13 dias de oração e encontro entre nós e nosso com o Cristo da Eucaristia. “Ele está no meio de nós!” O mesmo Senhor que diariamente vamos partilhar como alimento de vida e salvação, depois de ressuscitado, aparece a Pedro, na margem do mesmo Lago onde o apóstolo pescador estava acostumado a lançar as redes para dali tirar o pão de cada dia. Cristo queria mais de Pedro… O Desejo do Mestre era que o apóstolo pescador se tornasse Apóstolo Pastor, aquele que cuida, zela e conduz as ovelhas de Deus!

E não se trata de um encargo aceito por obrigação, mas uma missão assumida com amor. E, por isso, Cristo insiste três vezes na pergunta: “Pedro, tu me amas?” E, a cada resposta afirmativa, o pedido: “Apascenta”… Apascentar significa levar até o pasto, conduzir o rebanho até onde ele possa saciar a sua fome. Eis aí a missão de Pedro, eis aí a razão de ser da Igreja. Ela não existe para si mesma, mas para levar seus filhos e filhas a Jesus, o Pão da Vida que alimenta e dá sentido à nossa existência. Esta é a missão pela qual nossa Paróquia existe, apresentar a todos os que aqui chegam o verdadeiro sentido da vida humana, o absurdo amor de Deus pelas pessoas a ponto de se encarnar em Cristo Jesus.

E é neste espírito que queremos caminhar durante nossa Trezena. Queremos seguir os passos de Maria da Visitação, dirigindo-nos apressadamente na direção daqueles que precisam de nós, como Isabel dela precisava na ocasião. Queremos levar conosco o Cristo e apresentá-lo como esperança a quem está desesperado, como alegria àqueles que se encontram tristes, como alimento àqueles que estão com fome e como agasalho àqueles que passam frio, como um apelo de partilha aos que estão cegos pela ganância e pelo egoísmo.

Queremos seguir os passos de Santo Antônio, o jovem cheio de desejo missionário que sentia o coração arder de vontade de testemunhar Cristo até a última consequência, que tinha o sonho de se tornar um mártir da causa do Reino. Desejamos percorrer estes 50 anos de história motivados pelo convite que o Papa Francisco fez aos religiosos para o ano da vida consagrada: olhando o passado com gratidão, vivendo o presente com paixão e abraçando o futuro com esperança.

Que saibamos abraçar o futuro com esperança: é este o nosso objetivo nesta trezena. Vamos erguer a cabeça, certos de que não estamos sozinhos. Temos o Senhor, razão e finalidade do nosso caminhar. Temos os santos e santas, especialmente Maria e Antônio, nossos fiéis intercessores. E temos uma linda missão à frente: Sermos presença viva e transformadora de Cristo na vida de todos aqueles que o Senhor nos ensinou. “Se me amas, apascenta!” Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!