A vida paroquial hoje

 

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Os bispos da Conferência do Brasil (CNBB) lembram que a paróquia é a casa, por excelência, de todos os fiéis, onde eles devem encontrar o Cristo Ressuscitado. A paróquia é lugar de acolhida, de orientação, de ajuda espiritual e material. É a partir da paróquia que se podem descobrir os espaços não evangelizados de um território ou as situações que demandam atenção especial: escolas, hospitais, prisões, invasões, migrantes, favelas. A paróquia deve atingir o meio cultural e proporcionar ação pastoral que alcance o mundo da cultura e das artes.

A partir da paróquia pode acontecer uma renovada evangelização. Assim sendo, nossa paróquia devem ser acolhedora, missionária, fomentando redes de comunidades vivas e atuantes, que sejam irradiadoras de vida e, portanto, evangelizadoras. Acolhimento e missão formando discípulos de Cristo Ressuscitado, que vivam na unidade.

A Paróquia de Santo Antônio, como se pode ver no histórico deste site, nasceu da presença franciscana há mais 100 anos nesta Ilha de Florianópolis. Ou mais precisamente nasceu no mesmo ano que foi criada a Diocese de Florianópolis, em 1908, onde hoje é uma das 67 Paróquias da Arquidiocese de Florianópolis, que tem como pastor o arcebispo Dom Wilson Tadeu Jonck, SCJ.

Desde o início, a cidade foi marcada pela presença franciscana dos Frades Menores da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (veja neste site a composição atual da Fraternidade), já que os franciscanos missionários alemães chegaram a Santa Catarina em 1891, instalando-se em Teresópolis.

Atualmente, a missão de continuar esse trabalho evangelizador franciscano cabe ao jovem pároco Frei Vanderley Grassi, nomeado pelo Definitório da Província, juntamente com o Conselho Pastoral, eleito na última assembleia paroquial em 7 de dezembro de 2013. O Conselho tem como coordenador José Silvestre Cesconetto; o 1º secretário, Nelson João Pimentel Ziliotto; 2ª secretária, Maria Salete Rotini; e administradores econômicos, Valter Liberal Colombo e Flávio Henrique Fett. Confira nosso Plano Pastoral 2014 e o Regimento do CPP.

A Paróquia, Igreja viva, tem uma intensa vida pastoral e litúrgica como se pode ver neste site. Mas os frades também atendem Colégio Bom Jesus, o Educandário Imaculada Conceição, o Colégio Menino Jesus e a Fraternidade das Irmãzinhas da Imaculada. Cabe ao pároco Frei Vanderley Grassi assistir à Ordem Franciscana Secular da Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré, em Palhoça, ao mesmo tempo que a Paróquia resgata o vínculo com a Creche Frei Antônio, ajudando com cestas básicas, roupas e brinquedos. Esse trabalho social  também é feito a famílias da comunidade Monte Serrat e Lar Anjo Querido em Biguaçu com a distribuição de cestas básicas.

stoantonio3Como não poderia deixar de ser, a maior festa religiosa da Paróquia é em homenagem ao Santo Padroeiro: o franciscano Santo Antônio de Pádua e Lisboa. As festividades começam com a Trezena de Santo Antônio no dia 31 de maio e terminam no dia 13 de junho, dia de celebrar a memória deste santo. Como em todo o Brasil, Santo Antônio é  um dos santos mais populares do Brasil e do mundo. É considerado o padroeiro dos correios, dos namorados, dos que procuram emprego, dos desesperados e aflitos, das causas difíceis, das crianças, do pão dos pobres, e dos que trabalham em assistência social, também dos presos injustiçados. Não é à toa que as festas a este santo ultrapassam os limites da Paróquia e ganham devotos de todos os cantos da Ilha. Por sinal, o povo desta Ilha, tem um vínculo muito forte aos portugueses da Ilha de Açores, que ajudou a formar a base da cultura florianopolitana.

Durante o ano, outras festividades menores também promovem a vida em comunidade e arrecadam fundos para as obras da Paróquia. Exemplo disso é o Almoço Franciscano que acontece no último domingo de cada mês; e a Cantina da Paróquia, que é realizada toda terça-feira após a Missa de Santo Antônio.

stoantonio4Como toda Paróquia, tem seus problemas e limitações. Mas é uma Igreja viva, de fé e esperança.

A história abaixo ilustra isso.

Conta-se que um jovem procurou, um dia, um eremita, isto é, uma dessas pessoas que vivem retiradas do mundo, isoladas, em meio a sacrifícios, orações e jejuns. Os eremitas não fogem do mundo para procurar Deus, mas levam o mundo em seus corações para, na oração, interceder por seus irmãos e irmãs que lutam, sofrem e procuram a vontade do Senhor. O jovem falou-lhe de sua decepção com a paróquia de sua cidade. Afinal, sonhara tanto com uma comunidade ideal, sem defeitos e sem problemas, e lá encontrara somente pessoas com imperfeições.

O experiente eremita levou-o, então, a um lugar não muito distante, onde havia uma capela, e perguntou-lhe: “O que você está vendo?” A resposta foi imediata: “Vejo uma velha capela de madeira, com algumas tábuas um tanto apodrecidas e a pintura toda desbotada!” “É verdade”, respondeu-lhe o eremita. “A capela é isso mesmo que você está falando. Veja, porém: nela habita Deus! O mesmo acontece com sua paróquia. Ela não é tão pura e perfeita como você deseja, porque é formada por seres humanos. Você também é um ser humano e, por isso, continuamente faz experiência das próprias limitações e pecados. Por sinal, mesmo que você encontrasse, um dia, uma paróquia perfeita, ela deixaria de ser perfeita tão logo você nela entrasse!”