Notícias › 06/06/2016

O serviço de Santo Antônio à Igreja

Domingo, 05 de junho
10º Domingo do Tempo Comum

06-800

A missa do sexto dia da Trezena de Santo Antônio, em Florianópolis, teve a presidência de Padre Marlon Malacoski, reitor do tempo da Teologia nas Dioceses de Caçador e Rio do Sul. A liturgia foi animada pelos seminaristas destas mesmas dioceses. Em sua homilia, o pregador, Frei Gustavo Medella, apresentou alguns dados e fatos da vida de Santo que demonstram a disponibilidade do Santo em servir a Deus e à Igreja.

TEMA: A serviço da Igreja

       “Apascenta as minhas ovelhas enquanto minhas”

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Hoje nosso tema, “a serviço da Igreja”, ilustra bem o que representou a vida de Santo Antônio, homem todo voltado ao serviço de Deus, da Igreja e da humanidade. Primeiro como batizado, chamado a viver como Jesus viveu, depois como Cônego Regular de Santo Agostinho e, por fim, como Frei Antônio, na Ordem dos Frades Menores, os franciscanos. Hoje então nós vamos nos deter sobre alguns comentários em torno da vida deste santo, que nasceu Fernando de Bulhões Taveira.

Diz sobre ele Frei João Rigauld, frade que não conheceu Santo Antônio pessoalmente, mas que conviveu com diversos freis que conheceram perfeitamente o santo.

1. Frei João afirma que os lugares em que o menino nasceu, cresceu e se instruiu foram como presságios da futura e sublime bondade de Fernando:

- O país chama Portugal (Portogallo, Porta Galo), como sendo aquele que leva e oferecer um galo, um futuro arauto da verdade evangélica. Diz a lenda que a cidade tenha sido fundada pelo herói mítico Ulisses e que Santo Antônio tenha sido um novo Ulisses, notável por seu discernimento e sagacidade.

2. Ao contrário de São Francisco que, antes da conversão, teve uma vida de muitas festas, estripulias, gastos e excessos, o jovem Fernando sempre se mostrou comedido, regrado e uma pessoa de fé.

- Primeiro ele ingressou num mosteiro agostiniano perto de Lisboa, mas ali julgou não ter encontrado a paz de consciência que desejava, por conta da proximidade com a família e os amigos. Aí então se transferiu para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, que pertencia a mesma Ordem mas se localizava bem mais distante.

3. Lá no mosteiro de Coimbra, se impressionou ao ver um grupo de Frades Menores, seguidores de São Francisco, que passavam em viagem missionária para Marrocos.

4. Mais tarde Fernando soube que aqueles frades haviam sido mortos como mártires de Cristo e, como o desejo de martírio, decidiu também se fazer um frade menor.

5. E foi depois de entrar nos franciscanos que Fernando mudou de nome, Foi em homenagem a Santo Antão, que dava o nome do lugar onde morava a comunidade franciscana. Pediu e foi atendido: passou a se chamar Antônio.

6. Conforme seu desejo, chegou a dirigir-se para terras de missão, almejando o martírio, mas caiu doente e teve de retornar. A princípio voltaria para a Espanha, mas os ventos contrários o fizeram aportar na costa da Sicília, na Itália.

7. Por onde passava, queria de todo coração abraçar as tarefas e serviços mais simples e fazia de tudo para não demonstrar sua sabedoria e ilustração. Certa vez, no entanto, sob ordem do superior, ofereceu aos frades uma conferência e deixou a todos encantados. Tornou-se solicitado pregador e conferencista sem, portanto, abandonar a humildade.