Liturgia › 11/06/2017

Jesus provoca decisão

liturgiaFlorianopolois1Solenidade da Santíssima Trindade

1ª Leitura: Ex 34,4b-6.8-9
Met: Dn 3,52-56
2ª Leitura: 2Cor 13,11-13
Evangelho: Jo 3,16-18

-* 16 «Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. 18 Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.


* 16-21: Deus não quer que os homens se percam, nem sente prazer em condená-los. Ele manifesta todo o seu amor através de Jesus, para salvar e dar a vida a todos. Mas a presença de Jesus é incômoda, pois coloca o mundo dos homens em julgamento, provocando divisão e conflito, e exigindo decisão. De um lado, os que acreditam em Jesus e vivem o amor, continuando a palavra e a ação dele em favor da vida. De outro lado, os que não acreditam nele e não vivem o amor, mas permanecem fechados em seus próprios interesses e egoísmo, que geram opressão e exploração; por isso estes sempre escondem suas verdadeiras intenções: não se aproximam da luz.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

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São Barnabé

São Barnabé

À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, São Barnabé é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas se refere a ele com estima e a sua fama e áurea de santidade advém do fato de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a percepção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã, quando defendeu e apoiou a veracidade da sua conversão. Barnabé, levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, é mencionado com frequência e elogiosamente nos Atos dos Apóstolos.

Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos setenta discípulos, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo.

Barnabé era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa “filho da consolação”, devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o “filho da exortação”.

São Barnabé foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos (Act IX, 27) e foi com ele encarregado de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes.

Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus. Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado. A multidão, instigada pelos judeus, atacou-os posteriormente, tendo Paulo sido gravemente ferido.

Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina, mesmo para os gentios. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável, para além de terem recebido uma recomendação para o seu trabalho.

Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado no ano de 61. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Paula Frassinetti e Parísio