Liturgia › 15/04/2015

Jesus provoca decisão

liturgiaFlorianopolois1Jo 3,16-21

-* 16 «Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. 18 Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

19 O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas. 21 Mas, quem age conforme à verdade, se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer.»


* 16-21: Deus não quer que os homens se percam, nem sente prazer em condená-los. Ele manifesta todo o seu amor através de Jesus, para salvar e dar a vida a todos. Mas a presença de Jesus é incômoda, pois coloca o mundo dos homens em julgamento, provocando divisão e conflito, e exigindo decisão. De um lado, os que acreditam em Jesus e vivem o amor, continuando a palavra e a ação dele em favor da vida. De outro lado, os que não acreditam nele e não vivem o amor, mas permanecem fechados em seus próprios interesses e egoísmo, que geram opressão e exploração; por isso estes sempre escondem suas verdadeiras intenções: não se aproximam da luz.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

___________________________

São Benedito José Labre

“Neste mundo somos todos peregrinos no vale de lágrimas; caminhamos sempre pela estrada segura da religião, na fé, esperança, caridade, humildade, oração, paciência e mortificação cristãs, para chegarmos à nossa pátria.” Essa era uma das máximas preferidas de são Benedito José Labre, que corresponde inteiramente ao testemunho de sua vida. Dos 35 anos que viveu, pelo menos 13 passou-os como peregrino na estrada. Por isso apelidaram-no com justiça “o vagabundo de Deus” ou ainda “o cigano de Cristo”, expressões mais benignas que “o santo dos piolhos”, como também foi chamado.

Benedito José Labre nasceu em Amettes, próximo de Arras, no dia 26 de março de 1748, o primeiro de 15 filhos de modestos agricultores. Fez alguns estudos na escola do vilarejo e aprendeu os primeiros rudimentos de latim com um tio materno. Mais propenso à vida contemplativa que ao ministério sacerdotal, solicitou em vão aos pais a licença para se fazer monge trapista. Só aos 18 anos pôde fazer pedido de ingresso à tropa de santa Aldegonda, mas o parecer dos monges foi contrário. A mesma recusa recebeu dos monges cistercienses de Montagne na Normandia, aonde chegou após ter percorrido a pé 60 léguas em pleno inverno. Apenas seis semanas durou sua estada na Cartuxa de Neuville, e pouco mais demorou-se na abadia cisterciense de Sept-Fons, da qual porém sempre carregaria a túnica e o escapulário de noviço.

Aos 22 anos tomou a grande decisão: seu mosteiro seria a estrada e mais precisamente as estradas de Roma. No saco de pobre peregrino carregava todos os seus tesouros: o Novo Testamento, a Imitação de Cristo e o breviário que rezava todos os dias. No peito carregava um crucifixo, no pescoço um terço e nas mãos um rosário. Comia apenas um pedaço de pão e alguma erva. Não pedia a caridade e, se a recebia, apressava-se a repartir com os outros po-

bres, mesmo se corresse o risco de que o doador, percebendo, ficasse desgostoso, como realmente aconteceu um dia em que levou até pancadas. De noite repousava entre as ruínas do Coliseu e durante o dia passava em orações contemplativas e em peregrinações aos vários santuários: o seu santuário preferido foi o de Loreto.

Morreu extenuado dos maus-tratos e da absoluta falta de higiene aos 16 de abril de 1783, nos fundos da casa do açougueiro Zacarelli, perto da igreja de santa Maria dos Montes, onde foi sepultado com um grande afluxo de povo. Foi canonizado em 1881 pelo papa Leão XIII.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Êutiques, Anastásia e Vitoriano