Liturgia › 12/01/2018

Jesus liberta pela raiz

liturgiaFlorianopolois1Mc 2, 1-12

* 1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo na cidade de Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que Jesus estava em casa. 2 E tanta gente se reuniu aí que já não havia lugar nem na frente da casa. E Jesus anunciava a palavra.

3 Levaram então um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas eles não conseguiam chegar até Jesus, por causa da multidão. Então fizeram um buraco no teto, bem em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os seus pecados estão perdoados.»

6 Ora, alguns doutores da Lei estavam aí sentados, e começaram a pensar: 7 «Por que este homem fala assim? Ele está blasfemando! Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso!» 8 Jesus logo percebeu o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: «Por que vocês pensam assim? 9 O que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, pegue a sua cama e ande?’ 10 Pois bem, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados, – disse Jesus ao paralítico – 11 eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.» 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus dizendo: «Nunca vimos uma coisa assim!»


* 2,1-12: Segundo os antigos, a doença era causada pelo pecado. Para libertar o homem, Jesus vai direto à raiz: o pecado invisível que causa os males externos e visíveis. A oposição a Jesus começa: os doutores da Lei só se preocupam com teorias religiosas, e não em transformar a situação do homem. A ação de Jesus é completa. É um dizer e fazer que cura por dentro e por fora, fazendo o homem reconquistar a capacidade de caminhar por si.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

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Santo Antônio Maria Pucci

Antônio Maria nasceu em 16 de abril de 1819, Pogiolo de Vernio, na região de Florença, Itália, de pais exemplares. Era o segundo de nove irmãos. Aos 18 anos, ingressou na Ordem dos Servos de Maria. Terminados os estudos de Filosofia e Teologia, emitiu os votos religiosos e foi ordenado sacerdote.

Enviado para o convento de Viareggio, logo depois foi nomeado pároco da igreja de Santo André, missão que ele cumpriu zelosamente por 45 anos, até a morte. Exerceu também os cargos de prior conventual e de prior provincial, portando-se neles mais como um irmão que serve aos irmãos do que como superior.

Dedicou-se com zelo heroico à cura espiritual e material dos seus fiéis, que o chamavam afetuosamente de “o curador”. Padre Antônio Maria enfrentou duas epidemias na cidade, tratando pessoalmente dos mais doentes, pois tinha o dom da cura e do conselho. Os paroquianos respondiam com afeto a esta completa doação.

Totalmente voltado para Deus e para a Virgem Maria, doava-se com alegria e disponibilidade ao serviço dos mais necessitados. Foi pioneiro a fundação de Colônias de Férias para crianças pobres.

Em 1853 fundou a congregação das Irmãs auxiliares Servas de Maria direcionadas para a educação dos adolescentes, e criou o primeiro orfanato mariano para as crianças doentes e pobres. Além disso, introduziu outras Organizações já existentes, todas dedicadas às obras de caridade que atendiam os velhos, crianças, doentes e pobres.

Depois de socorrer um doente, numa noite fria e de tempestade, contraiu uma pneumonia fulminante, que o levou à morte em 12 de janeiro de 1892. Foi sepultado no cemitério da congregação, onde permaneceu até 1920, intercedendo e alcançando graças para seus devotos. As relíquias do “curador” padre Antônio Maria Pucci foram trasladadas, em 1920, para a igreja de Santo André, onde ele havia desenvolvido todo o seu ministério sacerdotal.

O papa João XXIII celebrou sua canonização em 1962, e elevou a igreja, que guarda a sua memória, a condição de basílica. Na cerimônia solene ele declarou Santo Antônio Maria Pucci “um exemplo fúlgido de vida religiosa e aplicada à pastoral das almas”.

A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Modesto, Taciana, Bernardo de Corleone e Ernesto