Liturgia › 04/12/2015

Jesus faz ver e falar

liturgiaFlorianopolois1Mt 9,27-31

-* 27 Quando Jesus saiu dali, dois cegos o seguiram, gritando: «Tem piedade de nós, filho de Davi.» 28 Jesus chegou em casa, e os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou: «Vocês acreditam que eu posso fazer isso?» Eles responderam: «Sim, Senhor.» 29 Então Jesus tocou os olhos deles, dizendo: «Que aconteça conforme vocês acreditaram.» E os olhos deles se abriram. 30 Então Jesus lhes ordenou: «Tomem cuidado para que ninguém fique sabendo.» 31 Mas eles saíram, e espalharam a notícia por toda aquela região.


* 27-34: A justiça do Reino liberta os homens para o discernimento (ver) e expulsa a alienação (demônio) que impede de dizer a palavra que transforma a realidade. A justiça libertadora, porém, provoca a oposição daqueles que querem apossar-se da salvação, para restringi-la a pequeno grupo de privilegiados.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

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São João Damasceno

São João DamascenoSão João Damasceno foi um grande doutor na história da Igreja universal. Nasceu em 675, em Damasco (Síria), de uma rica família cristã. Ainda jovem assumiu o cargo – talvez ostentado também por seu pai – de responsável econômico do califado. Bem cedo, contudo, insatisfeito pela vida da corte, amadureceu a escolha monástica, entrando no mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Era por volta do ano 700.

Não se afastando nunca do mosteiro, dedicou-se com todas as forças à ascese e à atividade literária, sem desdenhar da atividade pastoral, da qual dão testemunho sobretudo suas numerosas homilias. Sua memória litúrgica se celebra em 4 de dezembro. O Papa Leão XIII o proclamou Doutor da Igreja universal em 1850.

Dele se recordam no Oriente, sobretudo, os três Discursos – “A fonte da ciência”, “A fé ortodoxa”, “Sacra paralela” e “Orações sobre as imagens sagradas” – contra quem calunia as imagens santas, que foram condenados, após sua morte, pelo Concílio iconoclasta de Hieria (754). Estes discursos, contudo, foram o principal motivo de sua reabilitação e canonização por parte dos Padres ortodoxos convocados no II Concílio de Niceia (787), sétimo ecumênico. Nestes textos é possível encontrar os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria.

Por causa desta obra, “Orações sobre as imagens sagradas”, onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais.

Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam “são Tomás do Oriente”. Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Bernardo de Parma e Bárbara