Notícias › 05/06/2016

Imaculado Coração de Maria

04 de junho – sábado

05-650

TEMA: Sob o Puríssimo Coração de Maria

       “Se me amas por mim e não a ti por ti mesmo”

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! E chegando a nosso quinto dia da Trezena, no dia em que celebramos o Imaculado Coração de Maria, queremos lançar o nosso olhar de maneira especial sobre três corações: o Imaculado Coração de Maria, o Coração da Viúva de Naim e o Coração de todas as mulheres que doaram sua vida na construção desta comunidade de fé da Paróquia Santo Antônio, que este ano completa seu jubileu de ouro.

O Coração de Maria é o coração que mais está próximo ao Coração de Jesus. Primeiro por razões físicas e fisiológicas pois, quando no ventre materno, as batidas do Coração do Senhor certamente se confundiam às batidas do Coração da Mãe. E também por razões da missão para qual Ela foi escolhida: gerar o Salvador num coração sem mancha, imaculado, humilde, santo e temente a Deus.

Em seu sermão para festa da Purificação de Nossa Senhora, Santo Antônio compara Maria a uma abelha e diz: “Pequena é a abelha entre os animais que voam. Tendo as numerosas virtudes brilhando de modo excelente em Maria Santíssima, a humildade superou-as todas. Por isso, Maria quase esquecendo as outras virtudes, coloca à frente a humildade, dizendo: ‘Olhou para a humildade de sua serva’. Esta a razão de se lhe chamar abelha pequena entre os animais que voam. (…) Sendo dotada de tanta riqueza de virtudes, tendo sido elevada com tantas prerrogativas de méritos, foi, contudo, pequena, humilde, a nossa abelha, que hoje ofereceu no templo a Deus Pai o favo, o Verbo Encarnado, Deus e homem.

Imaculada, Maria de Deus, coração pobre acolhendo Jesus.

Imaculada, Maria do Povo, mãe dos aflitos que estão junto à cruz.

Um coração que era sim para a vida, um coração que era sim para o irmão, um coração que era sim para Deus: Reino de Deus renovando este chão.

O segundo é o coração da viúva de Naim. É o coração de uma mulher ferida pelas perdas que vida lhe trouxe. Primeiro o marido, e agora o filho jovem. A este coração estava pouquíssima esperança e, diante de si, parecia contemplar um horizonte de abandono, carência e solidão. Na figura daquela viúva encontram-se todas as mulheres que sofrem nos nossos dias: mães que criam sozinhas os seus filhos, mães e parceiras que se submetem a terríveis humilhações para visitar seus filhos ou maridos nas prisões, mulheres que são agredidas e sofrem o flagelo da dor física e da vergonha de denunciar, mulheres que são exploradas para a prostituição. São atualizações do drama daquela pobre viúva que encontrou em Cristo a esperança de uma saída, a possibilidade de reencontrar-se com a vida. Como Igreja, precisamos ter um olhar voltado para estas mulheres, precisamos oferecer a elas o mesmo Cristo da Esperança que fez o sorriso voltar aos lábios daquela pobre viúva de Naim.

A ti, meu Deus, que és bom e que tens amor, ao fraco e ao sofredor, vou seguir e esperar. Em ti, Senhor, humildes se alegrarão, cantando a nova canção, de esperança e de Paz.

A tua ternura, Senhor, vem me abraçar! E a tua bondade infinita me perdoar. Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração: eu quero sentir o calor de tuas mãos.

O terceiro é o coração de todas as mulheres que fizeram parte desta comunidade de fé nestes 50 anos de caminhada. Aí poderiam me dizer: Mas Frei, então não é apenas um coração, mas são muitos! Sim, mas todos trabalhando numa só direção, a construção do Reino de Deus e esta unidade tem o dom de fazer de muitos um grande coração pulsante, vivo, vibrante. Nosso louvor a Deus por inúmeras mulheres que fizeram e fazem parte desta história: paroquianas, ministras, catequistas, secretárias, religiosas, cozinheiras, voluntárias, mães. Vocês são as flores que enfeitam o jardim desta linda história.

E para encerrar esta reflexão, reproduzo palavras que o Papa Francisco dirigiu às mulheres recentemente:

“As primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é bonito. Esta é um pouco a missão das mulheres: mães e mulheres! Dar testemunho aos filhos e aos pequenos netos, de que Jesus está vivo, é o Vivente, ressuscitou. Mães e mulheres, ide em frente com este testemunho! Para Deus o que conta é o coração, quanto estamos abertos a Ele, se somos filhos que confiam. Mas isto leva-nos a meditar inclusive sobre o modo como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e ainda hoje desempenham um papel especial na abertura das portas ao Senhor, no seu seguimento e na comunicação do seu Rosto, pois o olhar de fé tem sempre necessidade do olhar simples e profundo do amor. Os apóstolos e os discípulos têm dificuldade de acreditar. As mulheres não”.