Notícias › 10/06/2016

Frei Medella lembra dos consagrados

9 de junho – quarta-feira

10-680

 Tema: Como família de consagrados

       “Apascenta com o auxílio da fervorosa oração”

 Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Esta é a trezena que celebra os cinquenta de instalação de nossa Paróquia Santo Antônio aqui no Centro de Florianópolis. Nestes dias, estamos naquele movimento de olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e nos lançar para o futuro com esperança. E eis que chegamos ao décimo dia com a tarefa de agradecer a Deus por todos os consagrados e consagradas que doaram sua vida a Deus e a esta porção do povo de Deus aqui instalada. São aqueles que assumiram a vida religiosa como uma opção de serviço ao Reino de Deus e à humanidade.

E a recordação dos consagrados e consagradas se faz muito oportuna neste dia 09 de junho, afinal celebramos a Festa de São José de Anchieta, padre e religioso jesuíta, chamado carinhosamente de Apóstolo do Brasil. Nascido em San Cristóbal de Le Laguna, nas Ilhas Canárias (Espanha), chegou ao Brasil como missionário aos 19 anos. Percorreu grande parte do território nacional construindo Igrejas, escolas e até mesmo cidades, um constante catequista, que dedicou especial atenção aos índios. Na missa de canonização de São José de Anchieta, em 2014, o Papa Francisco destacou que o santo “soube comunicar o que ele mesmo experimentara com o Senhor, aquilo que tinha visto e ouvido dele; o que o Senhor lhe comunicava nos seus exercícios”.

São José de Anchieta soube unir oração e ação. E este é o grande desafio na vida dos consagrados e de todo o povo de Deus: encontrar na intimidade com o Senhor, numa vida de oração profunda e perseverante, as forças necessárias para agir no mundo, para distribuir o amor em gestos concretos.

Muita gente fica em crise porque tem dificuldade em se concentrar na oração. Eu também tenho, e muita, pois sou de natureza dispersiva. Basta eu me dispor a rezar por um instante que o pensamento começa a voar e vai longe. Distração e falta de concentração costumam ser minhas companheiras nestes momentos. No entanto, sei da misericórdia e do carinho com o qual Deus encara o nosso esforço sincero. Por isso, não vamos desanimar de cultivar uma vida de constante oração.

A ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS – PAPA FRANCISCO

1) O polegar é o que fica mais próximo de nós. Assim comece rezando pelas pessoas que ficam mais próximas. Elas são as mais fáceis de lembrarmos. Ore pelos seus entes queridos: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes e amigos.

2) O dedo seguinte é o indicador. Reze por aqueles que ensinam, instruem e curam. Isto inclui os professores, médicos e sacerdotes (pelo papa e pelos bispos). Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção certa para os outros. Mantenha-os em suas orações.

3) O próximo dedo é o mais alto. Ele lembra nossos líderes. Reze pelo presidente, governador, prefeito e demais autoridades. Essa gente dirige a nação e precisa da direção de Deus. Lembre-se que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.

4) O quarto é o anelar. Para surpresa de muitos, este é o nosso dedo mais fraco, como pode atestar qualquer professor de piano. Ele deve nos lembrar de rezar pelos que são fracos, que estão em aflição ou dor. Essas pessoas precisam de nossa oração permanentemente.

5) O quinto e último é o dedinho mínimo, o menor de todos. É dessa forma que devemos nos colocar diante de Deus. O mindinho deve nos lembrar de rezar por nós mesmos. Após ter rezado pelos outros quatro grupos, nossas próprias necessidades terão sido colocadas na perspectiva correta e seremos capazes de rezar por nós de forma mais eficaz. Amém!

E o segundo tema, de fundamental importância, é o do perdão, orientado explicitamente por Jesus no Evangelho da missa de hoje: “Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta” (Mt 5,23). E um bonito pensamento que hoje li sobre o perdão é o seguinte: “Perdão é aquela fragrância que se desprende das flores depois de terem sido pisoteadas.”

Não sejamos, jamais, econômicos em dar, pedir e oferecer o perdão. Ela salva, liberta e traz de volta a alegria de viver.