Notícias › 11/06/2016

Frei Medella fala sobre a oridem do pão de Santo Antônio

floripa1

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Décimo primeiro dia de nossa trezena e a ordem hoje é repartir o pão: “Repartindo o pão com os irmãos: apascenta com o exemplo de uma vida santa”. Aliás, dia mais do que propício para explicarmos sobre a origem do pão de Santo Antônio. Esta ligação de fé entre o Santo e o Pão se deu, basicamente, por conta de três episódios, um ocorrido com Santo Antônio ainda em vida e outros dois depois de sua morte:

O primeiro deles é que Santo Antônio se comovia tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todos os pães do convento em que vivia. Na hora da refeição, o frade padeiro foi buscar os pães na despensa e percebeu que os frades não tinham que comer, afinal, alguém tinha roubado os pães. Muito aflito, foi contar ao santo o lamentável episódio. Com toda calma, Santo Antônio mandou que o padeiro verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O frei obedeceu a ordem e voltou admirado e alegre: os cestos transbordavam de pão, tantos que foram distribuídos aos frades e aos pobres que visitavam o convento.

O segundo ainda é de quando se trabalhava na construção da Basílica de Santo Antônio em Pádua. Bem perto dali, uma criança caiu na água e se afogou. A mãe, aflita, recorreu a Santo António pedindo-lhe que ressuscitasse o seu filho, e prometeu dar, a um determinado número de pobres, certa quantidade de trigo equivalente ao peso do menino. A sua oração foi ouvida, o menino reviveu, e ela cumpriu a sua promessa.

E o terceiro ocorreu em Toulon, na França, em 1890. Certa manhã, quando a comerciante Louisa Boufier ia abrir a sua loja, a fechadura de segredo partiu e ela não conseguiu abrir a porta. Chamou um serralheiro que, depois de muitas tentativas, infrutíferas, resolveu ir buscar ferramenta para arrombá-la. Entretanto, por inspiração divina, Luísa prometeu dar pão aos pobres se com a nova experiência conseguisse abrir a porta da sua loja. Voltou a serralheiro e à primeira tentativa, sem dificuldade alguma, logo a abriu, deixando todos muito admirados e tal feito foi atribuído a Santo António. A notícia espalhou-se por toda a França, Bélgica, Itália, Alemanha, até ao Brasil e outros continentes. Como gesto de gratidão, Luísa Bouffier, colocou uma imagem do Santo na sua loja e uma caixa onde recolhia esmolas para, com elas, comprar pão para os pobres. Agora você já sabe por que a tradição do pão está tão intimamente ligada à figura de Santo Antônio.

Quando falamos de pão, também não podemos nos esquecer do mistério da Eucaristia. E podemos ainda nos perguntar: Por que Deus escolheu eternizar sua permanência entre nós através da modesta presença do pão que se torna seu corpo?

floripa2

Talvez seja por quatro características deste alimento:

Pão é alimento, é fonte de vida, é elemento fundamental para que nossa caminhada neste mundo. Sem alimento não teríamos força de seguir em frente. Não teríamos energia para sobreviver.

Segundo pelo fato do pão ser acessível a todos, afinal o pão está presente na vida do pobre e do rico. Até mesmo os pedintes, ajuntando algumas moedas, conseguem ter acesso a um pãozinho. E assim é o Deus que Jesus nos apresenta: acessível a todos, sem exceção, e de maneira especial aos mais pobres e necessitados.
O terceiro é a presença diária na vida de todos. Seja no café, no lanche, às vezes no almoço ou na janta, o pão está presente diariamente na vida das pessoas. Deus está sempre conosco.

E o quarto é porque o pão é dos alimentos mais fáceis de serem partilhados. Pode ser repartido com a mão, em qualquer lugar, até mesmo de pé, na rua, conseguimos tirar um pedaço de nosso sanduíche para oferecer a alguém.

Deus se fez pão então porque ele é o alimento que dá vida e sustento. Alimento acessível a todos, com presença constante, próxima e diária na vida de todos. Presença que pode e deve ser partilhada.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!