Liturgia › 18/04/2017

Eucaristia é vida

liturgiaFlorianopolois1Jo 20,11-18

11 Depois subiu novamente, partiu o pão e comeu. Ficou conversando com eles até de madrugada, e depois partiu. 12 Quanto ao jovem, o levaram vivo, e sentiram-se muito confortados. * 13 Nós, porém, continuamos a viagem e embarcamos num navio para Assos, onde iríamos recolher Paulo. Assim Paulo havia determinado, ao passo que ele iria por terra. 14 Quando nos alcançou em Assos, nós o recolhemos a bordo e prosseguimos para Mitilene. 15 Daí zarpamos no dia seguinte e chegamos à altura de Quio; um dia depois, aportamos em Samos. Tivemos outro dia de viagem e, depois de pararmos em Trogílio, chegamos a Mileto. 16 Paulo tinha decidido não passar por Éfeso, a fim de não prolongar demais sua permanência na Ásia. Tinha pressa de estar em Jerusalém, se possível para o dia de Pentecostes.

* 17 De Mileto, Paulo mandou emissários a Éfeso para chamar os anciãos dessa igreja. 18 Quando os anciãos chegaram, Paulo lhes falou: «Vocês bem sabem de que maneira me comportei em relação a vocês durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia.


* 7-12: O episódio é semelhante a Lc 8,40-56. O «primeiro dia da semana», a «fração do pão» e a ressurreição lembram Lc 24. A celebração da Eucaristia está relacionada com a ressurreição realizada por Paulo: o Senhor Jesus, do qual se celebra a memória e se anuncia a vinda, está presente na Eucaristia, que dá vida e reconforta a comunidade.

* 13-16: O fato de ir a Jerusalém para a festa de Pentecostes mostra que Paulo continua fiel observante das tradições do judaísmo (cf. nota em 18,18-23).

* 17-38: O texto soa como testamento espiritual de Paulo, lembrando de perto Jo 14-17. As palavras do Apóstolo e os gestos da comunidade são testemunho da vida fraterna que cimenta a comunidade no espírito de família. Os «anciãos» convocados são chamados em grego «presbíteros», termo que ainda hoje designa os nossos padres. Mais adiante, Paulo os chama de «guardiães», em grego «epíscopos», palavra que está na origem dos nossos bispos.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

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São Galdino

Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de S. Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.

Galdino nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbaroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.

Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao papa oficial, Alexandre III.

Mas logo depois Oberto morreu, e o arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o bispo, pessoalmente, em 1166.

Galdino não decepcionou sua diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.

A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Mas tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso. Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Faustino e Maria da Encarnação (B.Av.)