Programação

27/09 (Sábado) – 15h: Abertura com um Café Colonial no Salão Paroquial

28/09 (Domingo) – 08h30, 10h e 19h: Vocação evangélica de Francisco

29/09 (Segunda-feira) – 19h: São Miguel e a devoção franciscana

30/09 (Terça-feira) – 19h: Santo Antônio, Doutor Evangélico e franciscano

01/10 (Quarta-feira) – 19h: Menino Jesus de Teresa, e de Francisco

02/10 (Quinta-feira) – 19h: Cristo, Pão dos Anjos, tornado pão do homem

03/10 (Sexta-feira) – 19h: Crucificado com Cristo (Trânsito de São Francisco)

04/10 (Sábado) – 17h: Solenidade do Seráfico Pai São Francisco

São Francisco de Assis

Abrindo a Semana Franciscana em nossa paróquia, tivemos a alegria de novamente partilhar uma só mesa comum, desta vez para um delicioso café colonial. Realmente, este é um modo bem franciscano de abrirmos os festejos do Seráfico Pai. Em torno da mesa comum nos reconhecemos como irmãos. Que cada um se recorde sempre que também o irmão necessita como eu do alimento, que há mais alegria em dar do que em receber, que há mais merecimento em servir do que em ser servido, que há mais abundância quando cada um partilha um pouco do que tem.

Sob a orientação da Terezinha, a equipe da cozinha veio trabalhando há mais de uma semana para acolher a toda a família paroquial com uma mesa farta, colorida e apetitosa. Parabéns a todos os que contribuíram com seu serviço, com sua presença e, acima de tudo, com sua alegria. E salve o nosso querido Pai São Francisco de Assis!

Vocação Evangélica de Francisco

Semana franciscana 2014Frei Aladim, na missa de sábado às 17h, recordou que a vocação de Francisco é um chamado à conversão radical ao irmão. Conforme seu Testamento, “como eu estivesse em pecados, pareceu-me sobremaneira amargo ver leprosos. E o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo”. Deus quer e pode ser encontrado lá em casa, na face daquele familiar difícil, às vezes até mesmo um tanto amargo.

Frei Eliseu, por sua vez, na missa das 8h30, ressaltou a grande devoção de Francisco ao nome de Jesus e aos textos da Escritura, aos quais recolhia onde quer que os encontrasse, a fim de colocá-los num lugar digno. Da nossa escuta atenta à Palavra depende a qualidade de nossa vivência cristã. Não basta ter uma Bíblia bonita em casa, se nós não a lermos.

Frei Vanderley, na missa das 10h, contou um pouco de sua própria vocação e como ouviu o chamado de Cristo já na idade adulta. Falou sobre esta nova realidade vocacional na Igreja, as chamadas “vocações adultas”, que já chegam a ser a maioria. Lembrou que Francisco ouviu o chamado de Deus quando já tinha cerca de 25 anos, e como a graça de Deus trabalhou no processo de sua conversão. À semelhança do Evangelho deste Domingo (Mt 21,28-32), conta aLegenda dos Três Companheiros que, num certo dia, quando o jovem Francisco se encontrava ainda vendendo tecidos na loja de seu pai, veio até ele um pobre, pedindo-lhe esmola por amor de Deus. E ele, preso pela preocupação do comércio, negou-lhe a esmola. Porém, caindo em si, repreendeu-se a si mesmo, dizendo: “Se aquele pobre te pedisse algo em nome de um grande conde ou barão, certamente lhe darias o que foi pedido. Portanto, quanto mais devia fazer isto pelo Rei dos reis e pelo Senhor de tudo!” E por causa disso, a partir deste momento, propôs em seu coração que jamais negaria a ninguém o que fosse pedido em nome de tão grande Senhor. Com Francisco é preciso aprender com os próprios erros e não ter vergonha de pedir perdão e ousar novos propósitos de vida.

Frei André, na missa das 19h, apontou para a experiência decisiva da audição do Evangelho na vocação de Francisco. Depois de já ter se decidido radicalmente pelo Senhor, ao despojar-se dos bens paternos perante o bispo de Assis, Francisco buscou por dois anos inteiros a vontade do Senhor para a sua vida. Quando, numa missa em Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, ouviu o Evangelho do envio dos apóstolos. Com alegria, exultou em seu espírito dizendo: “É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer do íntimo do coração”. E logo mudou suas vestes, substituiu o cinturão por uma corda, tirou o calçado e lançou fora o bastão, partindo para anunciar a paz. Sem demora vieram os irmãos, a começar pelo nobre cavaleiro Bernardo de Quintavalle. Como insiste o Papa Francisco, o cristianismo cresce por atração, não por proselitismo. A alegria do Evangelho é a nossa força para a transformação do mundo, e das nossas famílias.

São Miguel e a devoção franciscana

ArcanjosNesta segunda-feira da Semana Franciscana, a liturgia foi presidida pelo Frei Aladim. No dia 29 de setembro a Igreja celebra a Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. No tempo de São Francisco, esta data estava dedicada unicamente ao Arcanjo Miguel, a quem o Seráfico Patriarca nutria profunda devoção, a ponto de dedicar-lhe uma quaresma inteira em sua honra, começando na Solenidade da Assunção de Maria Santíssima até a presente data. Foi justamente numa quaresma de São Miguel que Francisco, retirado no Monte Alverne, recebeu os estigmas após a visão do Serafim Crucificado.

Em sua homilia, Frei Aladim ressaltou também a complementaridade dos três arcanjos. São os anjos mais importantes mencionados nas Escrituras, encarregados por Deus de missões extraordinárias. Eles são como que manifestações do próprio rosto de Deus: de um Deus que protege com o zelo e a humildade de São Miguel, cujo nome significa “Quem como Deus?”; de um Deus que orienta com a sabedoria e a força de sua Palavra, transmitida solenemente por São Gabriel, “Força de Deus”; enfim, de um Deus que cura com a solidariedade, a paciência e a intervenção providencial de São Rafael, “Deus curou”.

A proteção lembra o poder de Deus, atribuído à pessoa do Pai. A orientação, a sua eterna sabedoria, atribuída à pessoa do Filho. E a cura, o infinito amor de Deus, atribuído à pessoa do Espírito Santo. Os anjos são enviados por Deus, manifestam-no e nos conduzem a Ele. Com Francisco de Assis, supliquemos constantemente o auxílio tão necessário dos santos anjos, particularmente dos gloriosos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.

Santo Antônio, Doutor Evangélico e franciscano

Santo Antônio e São Francisco

Nesta terça-feira da Semana Franciscana, a liturgia foi presidida por Frei André. No dia 30 de setembro, a Igreja celebra a memória de São Jerônimo, grande exegeta e tradutor das Sagradas Escrituras das línguas originais para o latim; tradução conhecida como Vulgata. Como toda terça-feira, celebramos também a memória de Santo Antônio, nosso padroeiro. Também grande estudioso das Sagradas Escrituras, Santo Antônio recebeu posteriormente o título de Doutor Evangélico e seus contemporâneos de tal modo admiravam seu conhecimento bíblico que diziam que, se viesse a se perder todas as Bíblias, Frei Antônio seria capaz de reescrevê-la de cor.

Afirma-se acerca de São Jerônimo que seu espírito se abriu ao amor pela exegese bíblica ao encontrar-se com São Gregório de Nazianzo, em Constantinopla, para onde acorrera atraído pela fama de sua oratória (cf. CONTI, Servilio. O Santo do dia. Petrópolis: Vozes, 1984, p. 430). Semelhantemente, podemos afirmar que o espírito de Antônio se abriu para um novo modo de ler, viver e anunciar as Escrituras após o encontro com São Francisco e seus frades.

São Francisco não fora exegeta e jamais aspirara ao caminho da ciência, porém suas intuições eram de tal modo profundas que deram origem a uma nova escola de pensamento; de modo que podemos falar de uma Filosofia e de uma Teologia propriamente franciscanas. Antônio, como primeiro professor de Teologia da Ordem, abriu as portas para que grandes mestres de Bolonha, Paris e Oxford, como Alexandre de Hales, São Boaventura e Beato João Duns Scotus, dessem corpo à Escola Franciscana, garantindo-lhe bases sólidas e um lugar de destaque na Igreja, ao lado do pensamento de Tomás de Aquino. Portanto, se Francisco fez escola, Antônio foi nela o primeiro professor.

Menino Jesus de Teresa, e de Francisco

Nesta quarta-feira da Semana Franciscana, Frei Vanderley presidiu a liturgia. A Igreja celebra no dia 1º a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, abrindo assim o Mês Missionário.

Ao consagrar-se como carmelita descalça, Teresa escolheu como parte de seu nome religioso o título “do Menino Jesus”. Deu origem a um caminho de espiritualidade chamado de “Infância espiritual”, capaz de ser seguido por todos, mesmo as almas mais pequeninas.

O nome de Francisco está ligado ao Menino Jesus principalmente por ter dado origem ao presépio. Seu desejo era poder “ver de algum modo com os olhos corporais os apuros e necessidades da infância dele, como foi reclinado no presépio e como, estando presentes o boi e o burro, foi colocado sobre o feno” (1Cel 84). Seu caminho espiritual passa também pela humildade e simplicidade dos pequenos e pobres.

O Menino Jesus de Teresa e de Francisco não foi apenas uma devoção entre outras, mas um modo de vida, um caminho de configuração com o Senhor e um impulso irrenunciável à missão. Ele veio a nós, foi ao coração da humanidade. Também nós somos enviados por Ele, ao coração da humanidade, como discípulos-missionários.

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Cristo, Pão dos Anjos, tornado pão do homem

Nesta quinta-feira da Semana Franciscana, Frei Aladim presidiu a liturgia. A partir da memória litúrgica do dia, recordou com carinho a devoção ao anjo da guarda vivida com piedade pura e simples no tempo da infância. Falar dos anjos da guarda é falar de proteção. Deus nos protege, nos acompanha, zela por cada um de nós e nos envolve de cuidados por meio dos seus santos anjos.

Contudo, os anjos não são apenas protetores valorosos, mas também mestres no caminho espiritual. É necessário ouvir com docilidade as inspirações dadas por estes zelosos companheiros de peregrinação, pois como ninguém eles conhecem o percurso a seguir e os obstáculos que haveremos de enfrentar.

Outra lição importante que aprendemos com os anjos é a adoração. Eles estão constantemente na presença de Deus, são mestres da vida de oração. Unem a intercessão solícita por nós com um profundo espírito de louvor e ação de graças ao Criador.

Nesta quinta-feira que recordamos o dom precioso da Eucaristia, reconhecemos ser este o Pão dos Anjos, tornado para nós, Pão dos Homens. Ele se fez nosso alimento diário, o pão nosso de cada dia, que constantemente Lhe suplicamos na oração dominical. Mas, como ensinava Santo Agostinho, que ninguém se aproxime deste alimento salutar sem antes o adorar.

São Francisco foi um verdadeiro apaixonado pela Eucaristia, pronto a“rivalizar” com os anjos nesta obra tão suave da adoração: “Pasme o homem todo, estremeça o mundo inteiro, e exulte o céu, quando sobre o altar, nas mãos do sacerdote, está o Cristo, o Filho de Deus vivo! Ó admirável grandeza e estupenda dignidade! Ó sublime humildade! Ó humilde sublimidade: o Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, tanto se humilha a ponto de esconder-se, pela nossa salvação, sob a módica forma de pão! Vede, irmãos, a humildade de Deus e derramai diante dele os vossos corações; humilhai-vos também vós, para serdes exaltados por ele. Portanto, nada de vós retenhais para vós, a fim de que totalmente vos receba aquele que totalmente se vos oferece” (Carta a toda Ordem, 26-29).

Anjos adoradores

Crucificado com Cristo (Trânsito de São Francisco)

Nesta sexta-feira da Semana Franciscana, a liturgia foi presidida por Frei André. No dia 3, a Igreja celebra a memória dos protomártires do Brasil, Bem-aventurados André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e mais 27 companheiros. O Beato Mateus Moreira foi escolhido como padroeiro dos ministros extraordinários da Comunhão Eucarística por ser considerado um verdadeiro “mártir da Eucaristia”. Seus algozes lhe arrancaram o coração pelas costas enquanto ele professava, num último suspiro, sua fé eucarística: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”

A paciência heroica dos mártires, ao suportar o martírio pela fé, pode ser contemplada também em Francisco. Ele quis cantar antes de morrer o Cântico do Irmão Sol, por ele mesmo composto. Mas as circunstâncias nas quais o compôs não podem ser ignoradas.

Diz Frei Tomás (2Cel 213) que Francisco naquele noite fora atormentado “mais do que de costume por causa dos graves e diversos sofrimentos de suas enfermidades”. Ele já estava praticamente cego e trazia em seu corpo os estigmas, que lhe impossibilitavam de caminhar. Sofria ainda de várias outras enfermidades. Colocando-se em oração, Deus lhe fala a partir de uma comparação:

Se todo o volume da terra fosse ouro incalculavelmente precioso, e se em lugar destes sofrimentos que padeces – sendo retirada toda dor – te fosse dado como prêmio um tesouro incomparavelmente maior que todo aquele ouro, por acaso não te alegrarias, suportando de boa vontade o que suportas no momento?

Assim Deus lhe promete o Reino dos Céus em troca de sua paciência heroica, e oferece generosamente Seus tesouros àquele que nada negara ao Senhor. Francisco exulta de alegria, transbordando seu espírito num cântico de louvor ao Criador.

Cantar sob a cruz, louvar mesmo na tribulação é sinal de santidade. Que Deus nos conceda, pela intercessão de seus santos, levarmos com alegria as nossas pequenas cruzes de cada dia.

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Solenidade do Seráfico Pai São Francisco

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Francisco, eis que teu dia acaba de raiar;

teus filhos se reúnem: ao Pai querem louvar.

É chegada a Solenidade de nosso Seráfico Pai! Festa tão esperada, solenidade preparada ao longo de toda uma semana de reflexão, oração e sincero empenho de diversos membros da comunidade paroquial e, particularmente, dos seus frades.

Da nossa Ordem foste o Pai e fundador;

sigamos-te contentes em busca do Senhor!

Já pela manhã chegam os irmãos e irmãs da Ordem Franciscana Secular para passarem um dia inteiro de retiro e, com o auxílio de Frei André, meditarem na vida de penitência de Francisco e seus irmãos. Frades e terceiros, como uma só família franciscana, puderam partilhar a mesa comum e confraternizar-se pela solenidade do Seráfico Pai.

Terceiros não esqueças, imenso coração:

Jamais lhes falte a graça, jamais lhes falte o pão!

Como padroeiro da ecologia, o Santo de Assis trouxe inúmeros animais de estimação às portas do convento durante todo o dia, para receberem a bênção sob a sua intercessão.

A própria natureza protejas com amor;

amaste as criaturas, do sol foste o cantor.

Antes da celebração eucarística, presidida pelo guardião Frei Vanderley, frades e fiéis foram até a imagem de São Francisco que se encontra junto ao jardim para uma bênção solene da imagem. Frei Aladim, em sua homilia, frisou que São Francisco é um santo verdadeiramente atual e atuante, sinal de renovação e restauração na Igreja de seu tempo e de nosso tempo, referência indispensável quando se trata de discutir problemas graves de nossa sociedade contemporânea, como a crise ambiental e social, a intolerância religiosa e os conflitos bélicos. Frei Eliseu, imitando o gesto do Papa Francisco, pediu que o povo abençoasse os frades, que, a seguir, deram a bênção de São Francisco.

A glória de Deus trino saibamos celebrar,

pois deu-nos toda a terra, jardim a cultivar.

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