O dízimo é o reconhecimento de que tudo pertence a DEUS. Nós apenas administramos o que d’Ele recebemos. É uma profunda relação entre você e Deus. O dízimo é devolver a Deus uma pequena parte do muito que Ele nos dá. A graça de Deus não tem preço. Nem todo a dinheiro do mundo pode comprá-la. Portanto, o dízimo não é pagamento, mas sim devolução. O dízimo coerente é aquele que nasce e cresce pela fé. A plena conversão do cristão ao dizimo está na mesma medida e proporção de sua conversão em Cristo.

Com o dízimo, ajudamos a Igreja a cumprir sua missão, em especial a de evangelizar. Quem oferta o dízimo com consciência e fé torna-se evangelizador, mesmo que não possa ou não saiba anunciar a Palavra de Deus. O próprio ato de contribuir com o dízimo já e um ato evangelizador, pois a ação é um complemento da oração. Além disso, contribuir com o dízimo é ajudar a manter e cuidar da Igreja, a casa de oração da comunidade. É com o dinheiro do dízimo que se compram as velas para o altar, os cálices, os cibórios, os livros e folhetos litúrgicos, paga-se conta de luz, água, telefone, funcionários e tantas outras despesas. Portanto, o dízimo que você oferece vai se transformar em Evangelho, em remédio, em pão, em missão e colaborar na construção do Reino de Deus.

Para se tornar um dizimista é muito simples. Preencha com seus dados a ficha cadastral que está à disposição na Paróquia, entregue na Secretaria Paroquial. Depois basta enviar o seu valor a cada mês.

1 – Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)
2 – Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)
3 – Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)
4 – Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)
5 – Porque sou filho de Deus, n’Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)
6 – Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)
7 – Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)
8 – Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)
9 – Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)
10 – Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

Recebei, Senhor, a minha oferta.
Ela não é uma esmola, porque não sois mendigo.
Não é apenas uma contribuição porque não precisais dela.
Não é o resto que me sobra que vos ofereço.
Esta importância, Senhor, representa a minha gratidão e o meu reconhecimento,
pois se tenho algo, é porque Vós me destes.
Amém

Pe. Mário Fernando Glaab

Dízimo está ligado com bênção e graça. Desde o Antigo Testamento criou-se a mentalidade do dízimo como resposta aos dons de Deus para o seu povo. Dar o dízimo atrai novas bênçãos e graças de Deus e tudo irá bem (cf. Ml 3,10). No Novo Testamento aprofunda-se esse aspecto ao se afirmar que “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9,7). A questão merece ser atualizada, uma vez que hoje a teologia da prosperidade está conquistando sempre mais fiéis menos informados, provocando confusão entre igrejas, e mesmo, entre os diversos segmentos da Igreja Católica. Essa teologia ensina que é próspero aquele que observa as leis, e o contrário também é verdadeiro. Movimentos de linha mais “carismática” privilegiam a visão da recompensa; movimentos de linha mais libertária e comprometida com a realidade dos pobres privilegiam a visão da colaboração que abre o coração para acolher sempre mais o amor de Deus.

 Deus se doa sempre e o ser humano deve acolher sempre.

Deus que se revela progressivamente ao ser humano, conforme a capacidade dele, mostra-se como aquele que ama incondicionalmente. Não exige nada em troca de seu amor. Ele é só amor. Isso quer dizer que, em contrapartida, o ser humano não pode “comprar” nada de Deus, pois, ele não vende nada. Não existe nenhuma forma de barganha entre o ser humano e Deus, uma vez que Deus não se deixa vencer em generosidade. É sempre ele que se antecipa a tudo que suas criaturas necessitam para que tenham vida, e vida em abundância (cf. Jo 10,10). Fazer a experiência desse amor de Deus consiste em acolhê-lo. Acolher o amor de Deus não é passividade, mas atividade. Somente se experimenta, sempre limitadamente, o que Deus reserva para nós quando amamos o próximo e todas as formas de vida. Ou então, quando o amor de Deus se torna ação em nós – quando o amor de Deus, revelado em Jesus de Nazaré, produz frutos bons para a salvação do mundo. Jesus o deixa bem claro quando diz que em primeiro lugar se deve praticar a justiça e o amor de Deus, sem omitir os “dízimos” (cf. Lc 11,42). A observância dos mandamentos, das leis, doação dos dízimos, ofertas, etc., tudo deve consistir em exercícios que abrem o ser humano para o amor sem limites de Deus. Quanto mais o ser humano se doa por amor, tanto mais ele experimenta e acolhe o Deus que é só amor.

Deus conta com o ser humano para implantar o seu Reino

Jesus anunciou o Reino de Deus presente em nosso mundo. Ele o testemunhou até as últimas consequências. Mas, por outro lado, por amor, conta com todas as pessoas de boa vontade para que a sua obra possa atingir a toda criatura. Mais uma vez, pode-se afirmar, sem medo de errar, que o melhor “dízimo” que se pode dar a Deus é acolher a proposta de Jesus de Nazaré e se fazer anunciador e colaborador do Reino de seu Pai. Quanto mais alguém doa de si e de seus bens para que o Reino de Deus possa estar e crescer neste mundo, tanto mais ele experimenta e acolhe as graças de Deus. Isso não tem nada haver com prosperidade no sentido de não ficar doente ou ter sucesso nos negócios, muito dinheiro e bens materiais. A prosperidade que vem da gratuidade de Deus há de lhe proporcionar a certeza de estar no caminho certo e de estar colaborando na construção de um mundo mais justo, fraterno e humano, onde os irmãos podem viver na presença de Deus.

Dízimo não é pagamento.

Dentro dessa visão, dízimo não é pagamento. Muito menos uma “antecipação pecuniária” a Deus para obter dele soluções para os problemas da vida que precisam ser enfrentados por cada um. Como já afirmamos, Deus não precisa e nem quer o nosso dinheiro e o nosso sacrifício para com ele se beneficiar. O que ele quer, e convida instantemente, é que acolhamos seu amor e o façamos produzir frutos em prol do mundo. O mundo é obra de seu amor. E que cada um o acolha com o seu jeito de ser, assim como é. Então, seguindo o exemplo de Jesus, ao nos doarmos e darmos algo do que é nosso, estamos contribuindo gratuitamente para que uma nova realidade onde a vida plena pode florescer para todos se instaure sempre mais.

Necessita-se de cuidado especial para não desdizer os que veem o dízimo como fonte de bênçãos e de graças. Sempre aprendemos que Deus sabe recompensar qualquer gesto de bondade, por mínimo que seja (cf. Mt 10,42), mas que o entendamos bem. Mesmo que Deus não aceite pagamento, nem antes e nem depois de nos dar seus dons, ele cumula seus amigos com a graça de o experimentarem na gratuidade. Quer dizer, quem dá o seu dízimo com generosidade, faz seu o amor de Deus. Essa é a maior bênção e a maior graça! Quanto mais alguém se doa, mais ele é abençoado e agraciado. Ser abençoado não quer dizer que está imune dos sofrimentos que atingem a todos os humanos, mas é alguém que age impulsionado pela bondade de Deus. Bênção é uma graça concedida por Deus, é a ação de Deus na vida de uma pessoa, que pressupõe que a mesma acolheu Deus e que se abriu para a ação dele em sua vida.

Mostrar o amor de Deus

Jesus mostrou até onde vai o amor de Deus por nós. Hoje somos nós que precisamos mostrar esse mesmo amor de Deus ao mundo. São tantas as maneiras de fazê-lo. Sem dúvida, a nossa doação em prol da comunidade paroquial onde residimos é um sinal eficaz desse amor divino. A Igreja, que por vontade de Cristo é sinal universal de salvação (cf. LG 129), se concretiza para nós na comunidade onde os fiéis se reúnem e onde vivem no dia-a-dia sua vida cristã. É lá que o fiel vai mostrar que Deus é amor. O dízimo é, então, muito mais do que pagar os serviços religiosos que da comunidade se recebe. Ele é o resumo de tudo o que o fiel crê e vive do amor concreto de Deus. Com o seu dízimo ele mostra que acredita que na comunidade o Reino se faz realidade, por mais limitadas que sejam as pessoas que a compõem. O dízimo é sinal de sua doação de sua colaboração.

Na comunidade o fiel experimenta o amor gratuito de Deus que, por sua vez, passa pela convivência fraterna. Também na comunidade, ao se doar fraternalmente e doar do que é seu, o amor de Deus passa adiante; outros também o poderão experimentar. É a comunidade como um todo que se torna sinal eficaz e, o fiel que colabora com seu dízimo ajuda na construção do Novo Reino.

Dízimo é generosidade, é doação, é bênção, sim. Bem entendido, é vida para todos. Vida comprometida com o projeto do Deus de amor que cria, mantém e salva por amor todo ser humano, e quer que todo ser humano acolha e compartilhe o mesmo amor.

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