Notícias › 12/06/2016

Jubileu Paroquial é tema do 12º dia da Trezena

11 de junho – sábado

12-680

Tema: Celebrando o jubileu Paroquial

      “Ao dares a vida por mim, serei glorificado por ti”

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Celebrando o Jubileu Paroquial. O tema deste décimo segundo dia da Trezena reforça o que temos feito a cada novo dia deste tempo de celebração e preparação. Render graças, louvar a Deus pela bela história escrita a tantas mãos nestes 50 anos de caminhada de fé.

A palavra jubileu vem de júbilo, que é sinônimo de alegria, ou melhor, de grande alegria, uma alegria que não se contém em si. E, para nós cristãos, esta alegria brota do encontro pessoal com Jesus Cristo. A primeira frase do Papa Francisco em sua Exortação Apostólica a Alegria do Evangelho é justamente esta: “A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.

E é esta verdadeira alegria que nós queremos celebrar, que nós desejamos dia a dia buscar, da qual ninguém está excluído. Se você, por um momento sequer de sua vida, imaginou-se excluído da alegria do encontro com Jesus, escute o que tem a lhe dizer o Santo Padre o Papa Francisco:

“Da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: ‘Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores’. Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia”.

Observemos a mulher que o Evangelho deste final de semana nos apresenta. Pecadora pública, discriminada, rotulada, excluída, mas amorosamente entregue de cuidados a Jesus. Vai ao encontro do Mestre com lágrimas e perfume, lava seus pés e os enxuga com os próprios cabelos, sem reservas de amor e cuidado. Ilustra a possibilidade de encontro que Deus sempre deixa aberta a todos, sem exceção. E, muitas vezes, as lágrimas da dor e do sofrimento é que nos levam a este encontro que refaz a vida e traz de volta a verdadeira alegria de viver.

Nestes 50 anos de história, quantas pessoas não puderam ter em nossa paróquia uma experiência marcante de um encontro com Jesus. A quantos corações atribulados não foi restituída a alegria em todos estes anos de missão compartilhada entre os frades, as famílias, as lideranças, as pastorais. Quantos encontros marcantes com o Senhor Jesus, presente em cada Eucaristia celebrada neste altar, em cada doente visitado, em cada pobre socorrido, em cada penitente que daqui saiu aliviado do fardo de seus erros e pecados.

Olhando para trás, percebemos que não há dinheiro no mundo capaz de pagar toda esta alegria que brota do Evangelho. É um verdadeiro tesouro que temos à disposição. E um tesouro que, ao ser partilhado, se multiplica. Não nasceu para ser guardado em cofres, mas distribuído com generosidade.

Como é bom recordarmos a certeza de que aqui estamos reunidos por uma força maior, que nos chamou e que dirige os nossos passos. Esta convicção nos dá uma força imensa para seguirmos em frente, superando as dificuldades, por maiores que possam parecer. É nesta força do que parece frágil que Deus nos dá as maiores lições, na entrega de quem se esquece de si para doar-se pelo outro. Deus seja louvado pelos 50 anos desta paróquia. Que outros tantos venham pela frente sempre repletos pela Alegria do Evangelho.