As bem aventuranças e a construção do Reino

06 de junho – segunda-feira

07-830

Frei Gentil de Lima Branco, vigário paroquial recém transferido para Florianópolis, foi o presidente da missa neste sétimo dia da Trezena de Santo Antônio. Na homilia, o pregador, Frei Gustavo Medella, abordou o tema das bem aventuranças, proposto no Evangelho do dia.

TEMA: Edificando Comunidades

       “Procura nisso a minha glória e não a tua”

História do Jaguar

Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! Todos somos sedentos de felicidade, mas com frequência a procuramos mal, acabamos buscando-a onde ela verdadeiramente não está. Mas se assim agimos é por teimosia, e não por falta de orientação. E, dentre as orientações mais preciosas, temos estas que o Evangelho de hoje nos apresenta, as chamadas bem aventuranças.

Em sua homilia na missa que celebrou hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco chamou as Bem-aventuranças de “GPS do cristão”. Quando nós seguimos as suas orientações, conseguimos chegar à verdadeira felicidade. Portanto, Cristo nos ensina que a realização humana passa necessariamente pela via da pobreza, da mansidão, da pureza de coração, da promoção da paz e também faz parte atravessar os obstáculos da aflição, da perseguição e das injustiças sofridas por conta do compromisso com a justiça de Deus.

Quando o GPS das bem aventuranças não funciona bem em nossa vida, facilmente nos desviamos por caminhos enganosos. E aí o Papa aponta três caminhos de perdição: o apego às riquezas, que me leva à ilusão da autossuficiência; a vaidade, que faz com que eu me considere melhor, mais santo, mas justo, mais correto e mais católico do que o outro, e o orgulho; que me torna desrespeitoso e debochado, que fecha o meu coração.

Sendo assim, vamos trabalhar com a inteligência: se escolhemos o Cristo como fundamento de nossas vidas, vamos edificá-las com as orientações que Ele nos dá. Vamos construir a nossa comunidade olhando para a “Planta das Bem Aventuranças”: o nosso mapa, o nosso GPS, a nossa direção.

Nosso Deus é simples e a felicidade que Ele nos propõe, podemos alcançá-la nas coisas simples. Um sorriso de gratidão que recebemos, o  carinho espontâneo de uma criança, a gentileza que somos capazes de dar e receber, a generosidade que conseguimos praticar, os pequenos passos que conseguimos dar em comunidade. Entender esta lógica nos torna pessoas mais livres, mais descomplicadas, mais serenas e gratas.

Santo Antônio, apesar da vida austera que levava, do muito trabalho que tinha e da grande responsabilidade que carregava, jamais abriu mão da ternura e da sensibilidade. “Conta uma das legendas de sua vida que, certa vez, Santo Antônio entrou numa cidade em serviço de pregação e foi acolhido na casa de um senhor. Com a finalidade de garantir a Antônio um lugar sossegado para o estudo e a oração, o homem arrumou-lhe um aposento retirado. Certa hora em que passava próximo ao aposento, movido por curiosidade, o homem espiou por uma fresta o lugar onde Antônio descansava e viu o Santo com um menininho nos braços, de quem contemplava o rosto, apertava o peito e cobria a criança de beijos. O homem ficou maravilhado com a formosura do menino e não compreendia de onde teria vindo ali parar criança tão bela e graciosa. E o Menino, que era o próprio Jesus, revelou a Santo Antônio que seu hospedeiro o estava espiando. Terminando seu momento de oração, Santo Antônio dirigiu-se ao homem e pediu-lhe humildemente que não contasse o episódio a ninguém enquanto vivo ele fosse. No entanto, depois que Santo Antônio morreu, o homem contou este milagre e, sempre que o recordava, seus olhos se enchiam de lágrimas”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *